sábado, 25 de dezembro de 2010

O homem pelo homem em 24/12/2010


As palavras e risos dirigiam-se a mim, o sarcasmo e a ironia eram constantes, mas ninguém se dava conta no que eles diziam ou fingiam sensorialmente não entender.
Minhas pernas ainda não compreendiam a situação, mas já começavam a ficarem trêmulas, a boca seca, embrulho no estomago anunciava a audácia daqueles homens que se atreviam a me julgar.
Sorrisos amarelados, cinismo nos olhares movidos por uma necessidade de se sentirem superiores e donos da verdade, com todo direito de julgar sem ser julgados. Não quero contradizer tudo que afirmo nem o que eu sentir, mas me vi sozinho pedindo a Deus que acabasse ali minha estada naquele local, pois mais uma vez eu era julgado pela aparência.
Queria morrer, pois essa era a sensação que brotava naturalmente e queimava como o fogo que queima o meu peito, cuja essência era pedir a Deus por mais um dia e me livrar dos olhos flamejantes daqueles homens!
Eles só não imaginavam que eu o julgado sabia que eles sim eram o que me julgavam a ser, porem fingir não saber, pois eles são apenas homens querendo me corromper!
Uma imagem vale mais que mil palavras e a minha de espanto já era de grande avalia aos olhos flamejantes e sorrisos amarelados dos homens. Eu sou aquele que não teme a miséria, a morte, as grades, sou aquele que resiste firmemente aos apetites do mundo, sou aquele que confia totalmente em Deus e em si mesmo cujos pontos angulosos do caráter foram todos arredondados e polidos!
Tornei-me estável sem estar bem e a minha faça de que não estivesse entendendo os fatos veio ao chão, pois nas novelas é uma coisa, mas sentir algo rancoroso correr em sua corrente sanguínea e as palavras infâmias pulando em sua direção é outra!
Eu JOBSON DIAS ALVES mais uma vez julgado pela aparência!